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No Brasil, o papel chegou por iniciativa de D. João VI. Em 1848, foi inaugurada na Bahia a primeira fábrica de papel brasileira, que utilizava fibras de bananeira como matéria-prima. O ciclo de vida do papel tem início na matéria-prima que lhe dá origem: a árvore. E a vida do papel pode não terminar depois de ser utilizado, pois, o papel é um produto que pode ser reciclado várias vezes. Depois de utilizado, o papel pode ter vários destinos:

 

Ser conservado em livros; arquivos ou outros documentos; ser depositado em aterro ou lixeira; ser utilizado na incineração ou na compostagem; ou ser recuperado seletivamente, regressando assim, à fábrica de papel e cartão.

As principais operações envolvidas num processo de reciclagem de papel envolvem sua desintegração, depuração e lavagem, dispersão, despigmentação e branqueamento, sendo que é de fundamental importância sua separação antes de se iniciar o processo, pois existe um conjunto de produtos fabricados com papel que não são recicláveis, tais como etiquetas adesivas, papel térmico, guardanapos, entre outros.

Por esse motivo é feita à separação, para que as operações de reciclagem não sejam prejudicadas. O processo de reciclagem inicia-se com a introdução do papel usado num tanque misturador, denominado desintegrador. Esta etapa tem por objetivo a separação das fibras secundárias, e simultaneamente, uma limpeza inicial dos materiais contaminantes, de forma que estes possam ser removidos mais facilmente em etapas posteriores.

Para determinados tipos de papéis pode ser necessária uma impregnação com reagentes químicos antes da desintegração. A desintegração pode ser a frio ou a quente; no processo a frio, a desintegração faz-se a temperaturas entre 40ºC e 60ºC e no processo


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